Roda de conversa sobre gênero e sexualidade na Unidade de Saúde da Família em Camaragibe Copy
Imaginação e educação em saúde sexual
Roda de conversa sobre gênero e sexualidade na Unidade de Saúde da Família em Camaragibe Copy

Cinthia de Oliveira Silva (Bolsista de desenvolvimento tecnológico industrial do CNPq - Nível B)

Mariana Andrade Gomes (Bolsista de apoio à difusão do conhecimento do CNPq - Nível 1A)

Ryan Pablo Alves de Almeida Pires (Bolsista de Inciação Científica da FACEPE)


No dia 18 de setembro de 2025, parte da equipe de pesquisadories do LabEshu esteve na Unidade deSaúde da Família João Paulo II, localizada em Camaragibe, cidade que compõe a Região Metropolitana de Recife, para promoção de uma roda de conversa sobre saúde sexual e reprodutiva para a população LGBTQIAPN+.


A roda de conversa foi uma iniciativa engendrada pela própria equipe como forma de se qualificar para o acolhimento des usuáries dos serviços de saúde, com enfoque, sobretudo, na população sexo-dissidente.


Participaram da oficina a médica, a enfermeira chefe, as agentes comunitárias de saúde, a dentista, a técnica em saúde bucal, a recepcionista, o auxiliar de serviços gerais, uma residente em saúde coletiva, uma professora do Centro de Ciências Médicas acompanhada de estudantes do 4° período de medicina da UFPE, e o gerente de território da Atenção Básica de Camaragibe.


Nesta ocasião, pudemos entregar a primeira versão da cartilha “Acolhimento para pessoas LGBTQIANP+ na Atenção Básica: atendimento em saúde sexual e reprodutiva”. Este material é fruto do diálogo com profissionais de saúde que solicitaram materiais formativos que auxiliassem no atendimento em diferentes contextos, mas principalmente no que diz respeito às necessidades de saúde sexual e reprodutiva desta parcela da população. A nossa ideia era de que, ao conhecer o material, es profissionais também pudessem opinar sobre ele, de modo a nos ajudar a qualificar a cartilha a partir de suas próprias vivências sobre o tema.


A equipe foi muito receptiva e os diálogos foram muito instigantes. Houve uma significativa partilha de experiências, com a expansão dos nossos horizontes a partir das perspectivas apresentadas por quem vive o cotidiano da Atenção Básica e conhece as demandas da comunidade.


É válido salientar a importância de estreitar este diálogo com a equipe de saúde da Atenção Básica para que possamos contribuir com materiais informativos que estejam afinados ao compromisso de garantir informação, comunicação e educação em saúde.